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  <title>15 Minutos de Fama</title>
  <subtitle>As letras fazem as palavras, as palavras fazem a voz.</subtitle>
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  <updated>2007-11-21T22:31:10Z</updated>
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    <issued>2007-11-21T22:31:00</issued>
    <title>A queda de um homem</title>
    <published>2007-11-21T22:31:10Z</published>
    <updated>2007-11-21T22:31:10Z</updated>
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    <content type="html">        Quando um Homem cai em si, de tão alto que antes estava, no topo de um arranha céus, tão perfeito, como é brutal a cegueira de um homem, como ela é brutal, já não a cegueira, mas sim, essa mesma! As palavras cortam como facas, doem como murros, bem aplicados, sangram como a tinta que corre dentro de nós, as lágrimas da dor.&lt;br /&gt;        Como custa agora ouvir essas palavras tuas, quanto dói neste momento! Encostado à parede, e onde os óculos escuros já não tapam os olhos, é agora o momento, esse, o da verdade, sentes a dor!!!!&lt;br /&gt;        Amanhã, será outro dia, outro dia MAU!! Talvez até pior que este, certamente, pois certamente, um dia mau....!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;8 Junho de 2005&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2007-10-03T22:46:37</issued>
    <title>Se eu amar</title>
    <published>2007-10-03T21:54:10Z</published>
    <updated>2007-10-04T13:28:51Z</updated>
    <category term="palavras"/>
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    <content type="html">&lt;font size="1"&gt;Encontrei este texto num caderno que por casa andava, não sei quando foi escrito.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nos teus olhos,&lt;br /&gt;te disser quão bonitos eles são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na tua cara,&lt;br /&gt;vir o sorriso que me vale um mundo de emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as tuas gargalhadas,&lt;br /&gt;misturadas com essas pequenas risadas me fizerem rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no abrir dos olhos,&lt;br /&gt;um dia expressar todo o amor que sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por haverem problemas entre nós,&lt;br /&gt;eu deixar lagrimas escorrer na tua direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se num abraço bem forte,&lt;br /&gt;ficar tudo dito e tudo por dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se numa mão dada,&lt;br /&gt;num momento valer mais que mil beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as tuas mãos,&lt;br /&gt;no meu cabelo me fizerem sentir a paz profunda do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o teu beijo,&lt;br /&gt;na minha cara me fizer ser criança outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as tuas palavras,&lt;br /&gt;no seu conforto me fazem ser homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o teu cheiro,&lt;br /&gt;me fizer rodeado de flores.</content>
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    <issued>2007-08-13T21:58:12</issued>
    <title>Vida</title>
    <published>2007-08-13T21:00:22Z</published>
    <updated>2007-08-13T21:00:22Z</updated>
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    <category term="lição"/>
    <content type="html">&lt;br /&gt;Não se esqueçam na vida de não ver as tragédias como o que elas são mas o que delas ganharam, devemos sempre subir, sempre subir.</content>
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    <issued>2006-07-05T00:19:04</issued>
    <title>A testar esta coisa</title>
    <published>2006-07-04T23:20:29Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:20:29Z</updated>
    <content type="html">&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bem, eu tinha que experimentar esta nova plataforma do sapo, esta a pensar também mudar o visual do blog!!! São bem aceites novas sugestões! Deixem comentários sff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps: desculpem a prolongada ausência, mas, mesmo assim não posso prometer mais frequência de posts :p&lt;/span&gt;</content>
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    <issued>2006-01-30T03:24:00</issued>
    <title>Olhando para um Mundo</title>
    <published>2006-07-05T10:35:21Z</published>
    <updated>2006-07-05T10:35:21Z</updated>
    <content type="html">Olhando para um mundo em mudança, não consigo parar de me perguntar para onde vamos? Perguntar de onde viemos é coisa sem interesse, todos sabemos o que é o passado, embora nem todos o consigam decifrar, mas este mundo, já é tão cruel como tantos outros foram, nada é novidade, nada de novo no faz de conta do dia a dia... Pergunta-se a todos porque raio haviam de estragar a sua vida para salvar a dos outros, estamos por conta própria na sociedade, é o salve-se quem puder, e quem não pode, que se satisfaça sozinho, que no ponto em que estamos é matar ou morrer, pessoalmente, gosto do morrer, mas morrer, com tempo e horas, muitos não se podem dar ao luxo...</content>
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    <issued>2006-01-22T12:38:00</issued>
    <title>Ensaio sobre a Contemplação do Abismo.</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Em tal lugar, estava alguém, olhando, atento, lá do alto, bem cá para as profundezas. Isto não era assim, antes, pensou ele. Pensou mais com o coração que com aquele, órgão, do corpo, o que se encontra entre as duas orelhas... Sentiu o aperto, muito forte, esmagador, o aperto no coração, os excedentes libertados desse aperto fatal, jorraram pelos olhos fora, num rio de lágrimas de sangue, caindo, gota a gota, na escuridão escura daquele abismo, perdoem-me a redundância, que um autor não pode repetir duas vezes a mesma palavra, na hipótese de cair na banalidade desses chacais que andam por estas nossas televisões...&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;As gotas, sem som, arrastando um pouco da alma, um pouco de cada vez, foram caindo, leve, levemente, mas às dozes, docemente, partindo um pouco de cada vez, levando o coração em pedaços, para longe de quem não mais o usa. Ó, triste homem, que problema é esse que tanto te aflige, perguntou a sua fiel companheira, a nuvem, de água, tanta que há nestas montanhas...&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Mas o aperto era demasiado grande, poderoso demais para ele falar, a boca? Estava seca... os pulmões? Vazios do ar, e a mente? Congelada, imóvel, poderosa, aos teus pés, somente aos teus pés... &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Leva as mãos à cabeça, sinal antigo do desespero, de quem vai, não sabe onde, para onde, não sei porquê, porquê, sem explicação, cruel mundo, do coração. Abre olhos, vá lá abre, abre e vê, tenta ver, mas não há luz, nem luz, nem som, nem sono, nem movimento, nem fogo, nem chama... Mas ele, consome-se, por dentro, consome-se, devagar, muito devagar.&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Ele olha para o abismo, sem acreditar bem... no que vê, ele olha, arregaladamente, sem saber se é verdade, ele olha, olha mesmo, olha, mas não vê!&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Das memórias, se alimenta, o cheiro, fogo lento, pensa nisso, pensa porquê, pensa nisso, VÊ! A tal, a tal ultima vez, aquela, ultima, ultima que nunca se sabe quando é, o ultimo suspiro? O último bater do coração, o ultimo olhar, o ultimo carinho de uma mão, fecha os olhos, imagina que está aqui, a completar essa visão.&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Dorme bem meu querido, sonha com as coisas boas do amanhã, imagina o mundo novo, que te espera pela manhã.&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Perdeu as forças, caiu ao chão, não se levanta, nem a mão. Obcecado? Sem saber porquê, está perdido, à tua mercê.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Por um dia triste, que mais tarde espero não recordar, não é disto que são feitos os sonhos, não é este o material das nuvens... Porque se for, para quê viver? Para quê viver...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2006-01-10T15:20:00</issued>
    <title>Diz-me por Favor</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Diz-me, diz-me as palavras que quero ouvir dessa boca, podes falar de lábios fechados, não me importo, aceito, deixo, sim, faz isso, fala comigo, abre a mente, e fala, diz as palavras mágicas, haaaaaaa, tão boas, tão sãs, tão poderosas, tão frescas, saborosas, diz mais uma vez, diz diz diz, por favor, repete, só mais uma vez, faz-me feliz!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Faz-me único, faz-me uma pessoa boa, doce, amiga, tudo o que quiseres... Amansa o animal, deixa-o deitado de barriga para cima à espera de umas festas, a fera, não é por ser fera, que gosta menos de umas festas, nem por estar calada de olhos abertos, que não morde. Ensina-me a amar, ensina-me a ser homem, ensina-me a fazer o bem, a todos, a ti, só para ti, só por ti, só assim, contigo. Estás aqui ao meu lado não estás? Prometes que nunca foges? Prometes? Sei que sabes fazer-me feliz, sei que saberás fazer de mim alguém, com A grande e m pequeno, que estas coisas devem ser bem distribuídas, distribuídas com peso e medida, e bem, com algo mais, algo mais que tenhas à mão, dá-lhe um toque especial, dá-me a mim, um toque especial, dá, dá-me a mim, já te disse que estou a pedir... Não peças nada em troca, não o faças por dinheiro, só pago com amor. Só pago com fogo, com o ardor da chama que queima, queima de saudade, dormes comigo, dormes ao pé de mim, encostadinhos, dormes? Quero as tuas promessas de amor, quero cair na ilusão, quero ser teu escravo, faz de mim o que quiseres, eu já me rendi, a ti, esta sensual obsessão, a loucura. A chama imensa, grande, forte, omnipresente.&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2005-12-28T19:52:00</issued>
    <title>As Sinceras Desculpas</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;E se então, num momento, de perfeita inocência, de incrível humildade, ele pedisse as mil desculpas que devia a todas aquelas pessoas... Tantas eram, tantas são, porque é muito fácil magoar alguém!&lt;br&gt;&lt;br&gt;E nesse momento, que a misericórdia desça sobre ele, pois fez algo que nem mesmo deus faz! Perdoar, é, e sempre foi, o mais difícil, sabendo ele que, nesse seu ultimo pedido de desculpas, não vai para o céu, e muito menos perdoado, o destino de tal pessoa vai ser bem mais trágico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2005-12-28T19:48:00</issued>
    <title>À Espera</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;Nos olhos das pessoas, nestas conversas perdidas. Tenho os olhos &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;abertos e os ouvidos também! Isto se os ouvidos podem ser mais abertos do que o que normalmente já são... Somos vários, varias são as idades, múltiplas as esperanças...&lt;br&gt;Vejo nos olhos de uma senhora a falta de esperança, uns olhos secos, tristes, vão vendo tudo o que se passa, muito atentos é verdade, muito velhos também. As conversas que à minha frente vão correndo, como águas num rio turbulento... Não é fácil manter o ritmo, mas dá para perceber que há aqui gente que mais tempo esperou do que eu. E com mais quero dizer o dobro!!! Garanto-vos que a minha espera não foi pequena... A minha segunda espera, a cá de dentro, já leva 20 minutos. Num ambiente carregado, com enfeites natalícios, parece uma estranha piada de mau gosto, uma piada onde reina o sarcasmo dos doentes à espera de uma cura, numa sala onde só se apanha mais daquilo que se queria curar.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Quando se tem tempo em mãos, e nada para fazer, e nada se pode fazer, muitos são os pensamentos que nos entopem a cabeça. Estranho reboliço, estranha confusão mental.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Há quem goste de vir a estes sítios, faz-lhes sentirem-se mais saudáveis... Não é por isso que as desgraças nas nossas TVs têm tantas audiências? Mera especulação!&lt;br&gt;&lt;br&gt;Que sitio feio onde estou, que hábitos horríveis sou obrigado a ter.&lt;br&gt;Triste vida, muito triste mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2005-11-10T00:23:00</issued>
    <title>Se eu gostar de ti</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> Prometes que me fazes feliz? </content>
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    <issued>2005-07-05T00:03:00</issued>
    <title>À Noite Acenava a quem Passava</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;À noite, tantas coisas acontecem à noite. Tantas coisas vividas por nós, como vivemos tanto nesse espaço de tempo que alguém decidiu dar nome. Talvez não desse muito jeito, mas podiam não ter dado nome nenhum, podiam ter deixado tal como era, uma coisa escura, por vezes iluminada, maioritariamente escura com alguns rasgos de luz. &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Essa iluminação de alma que cercava tudo, essa iluminação espalhada por todo o lado, mas que, deixou de existir a partir daquele momento, os negócios fecham, as casas também, a maioria das pessoas também se fecha. Há porem aquela pequena percentagem que solta nessa hora os seus fantasmas, as suas identidades escondidas, quem quer que elas sejam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Dou comigo então a caminho de casa, dou comigo sozinho pela noite com um volante em duas mãos. Poderia até ter sido uma mão com dois volantes, não teria interessado. Podia ser exactamente a mesma coisa, pelo menos assim estou convencido. Os quilómetros passam, um atrás do outro, vão passando, assim como os candeeiros de rua, e as sombras por eles criados. Assim com as personagens que vão sozinhas na rua, em andamento cabisbaixo, olhando para baixo, como se algo se passasse com os sapatos, é só magoa, é só tristeza, talvez nostalgia, talvez uma alegria misteriosa, talvez até os sapatos são novos, mas quem os vê de noite? As outras, personagens claro, umas olham em redor, querem um cliente, e eles os há em grande quantidade, andam como eu, mas não olham em redor com os mesmos que tenho. Olham com uma gula assassina de deseja, matar o desejo interior que deus nos pôs em cima, acaba por ser uma maldição para uns, e um pesadelo e destino para outras. Uns vendem outros compram, é assim a lei da rua, é este o equilíbrio que fala na verdade das ruas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Eu não interfiro, vou apenas a olhar pela janela, umas vezes com inveja, outras vezes com pena, umas vezes triste, outras com um sorriso matreiro e sorrateiro que escorre assim pela cara, e passa fugazmente. Passo mais devagar ao pé daquele parque, e o que vejo? Não vejo nada, mas um sombra faz-me sinal que posso parar naquele lugar, abana o braço, o mesmo braço que vai receber a injecção de heroina com a gorjeta que lhe darei se me apetecer estacionar o carro. Aquela sombra, uma sombra de um homem, mais pequena, mais magra, mas esticada, menos dormida, menos ainda admirada, temos ali a sombra de um homem, que tenta ser alguém, aquele homem, será que tenta mesmo ser alguém? Quem fez o mau caminho? Quem o pôs em frente ao homem? Quem matou a inocência e deixou o bebé morrer antes de tempo e parir o homem que ainda é criança? Ele continua a abanar o braço mesmo depois de eu fazer sinal que não quero estacionar, será que não me viu? Será que quer enganar a realidade? Fingindo que o que sente realmente não é a verdade que realmente mente. Talvez queira que eu me tenha enganado, talvez queira que eu pare e lhe dê uma moedinha e que siga em&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;frente para que outro pense o mesmo que eu, e lhe dê o dinheiro. Eu continuo, não posso em honra aos meus valores, não lhe posso dar a tal moeda, não lhe posso alimentar o vício, não alimentar fantasmas, quando se começa a acreditar em fantasmas, vêm eles atrás de nós, tornamo-nos vitimas deles, tornamo-nos em ultimo caso, fantasmas de nós mesmos, vivendo sem sombra, nem rumo, nem vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Sigo em frente, paro no sinal vermelho, arranco no sinal verde, viro à esquerda, acelero, e travo mais à frente perante outro sinal encarnado. Mesma cor, dois nomes diferentes, vou olhando em redor, pessoas atravessam a passadeira, parece que afinal sempre há muita gente na rua a estas horas, mas há uma que sobressai em relação às outras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Um personagem que acena a todas as pessoas que passam, como se de facto as conhecesse. Mas não conhece! A mim ainda nunca acenou, eu também não olho para ela quando passo, fico numa ligeira cobardia a olhar de longe sem depois olhar nos olhos quando estou perto. Mas aquela pessoa que todas as noites vai para o cruzamento, como se à espera de um carro que a vá buscar para levar para um sitio melhor, talvez Deus apareça um dia para acabar com tanto sofrimento, com tanta espera por algo que nunca vem, aquela mente passa ali as noites, horas e horas a fim, acenando, sem ninguém perceber os propósitos desta acção. Não entendo, não percebo, não consigo compreender, disse que ninguém percebe, mas posso estar errado, posso mesmo! É só mais uma sombra à vista no mundo, é só mais uma sombra que ali anda, e não se apercebe das outras sombras ali mesmo ao pé. Talvez seja pretensão a mais por minha parte pensar que também não sou uma sombra sem rumo na noite. Eu penso que tenho sempre um rumo, mas terão essa visão as pessoas que me olham de fora de noite? O que pensará o senhor que acena? Com aquele sorriso amigável e simpático, como é possível?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Olho para o relógio, para os ponteiros que nunca param nem se cansam de andar sempre às voltas, indiferentes à verdade da sua função, serem vistos todos os dias, com fim de controlar a escravidão do tempo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;Zé~Miguel&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; </content>
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    <issued>2005-06-19T17:06:00</issued>
    <title>Está bom vizinho?</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;h1 style="MARGIN: 12pt 0cm 6pt; TEXT-INDENT: 0cm; tab-stops: 0cm"&gt;&lt;span style="COLOR: silver"&gt;&lt;font size="5"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Está bom vizinho? - perguntou ele, perguntavam aqueles olhos, penetrantes, sobre mim! Aquela cara, aquele ar de mau, aquela expressão de quem não vem para o bem... No entanto, Está bom vizinho?, tão amigável que parece, ao analisarmos apenas as palavras! Cada um de nós irá ver nessas palavras o reflexo do seu estado de espírito, da sua maneira de ser, do seu humor, da inocência e da culpa que vive dentro de cada um de nós.&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Está bom vizinho? - disse-me aquele olhar interrogativo, chateado e desconfiado ao mesmo tempo. Aquele olhar que me apareceu como que do nada, sem eu reparar, o vulto que me surpreendeu. Passou ao meu lado, passou mesmo perto de mim, penetrando com aqueles olhos alma dentro.&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Está bom vizinho? -&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;as palavras que não me saem da cabeça, ditas por um estranho que mora aqui ao lado, que me tem a mim como estranho certamente.&lt;br&gt;            - Está bom vizinho? - perguntou ele&lt;br&gt;            - Há algum problema? -&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;respondi eu, com aquela típica&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;e irritante mania de que alguns têm de responder com perguntas, sublime forma de fugir à resposta, ou, talvez até mesmo medo de responder errado à pergunta tão simples.&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Ele em resposta murmurou qualquer coisa, confesso não ter percebido bem. Respondi-lhe:&lt;br&gt;            - Porque está com essa cara? - ai, ma que tipo de resposta é esta que acaba com um de interrogação!!?&lt;br&gt;            - Ouvi uns barulhos estranhos&lt;br&gt;Acabei de chegar  finalmente uso uma resposta decente, ele não olha para trás outra vez e encaminha-se para casa, case dele, aqui, mesmo aqui ao lado.&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Dizem que quando estamos prestes a morrer a nossa vida toda passa, como um flash, diante dos nossos olhos. Pois é mentira! Não se morre em grande, nem mesmo havendo vivido em grande, morre-se sempre mal, nunca é bonita.&lt;br&gt; &lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;           &lt;/span&gt;Nas situações de perigo também não se vislumbram heróis. A adrenalina entra em força, impedindo o raciocínio, incutindo um nervosismo quase explosivo, agimos apenas por impulsos, e que maus são eles, mas que maus...&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Está bom vizinho? -&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;a frase que me atormenta, a mistura do perigo com a incompreensão. Não percebi o que se passou, o que mais me roi a mente, a ignorância dos meus actos e situações porque passo....&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;O que aconteceu ali às 2h da manhã?&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;O que queria aquele homem?&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;O que pensou aquela personagem?&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;E acima de tudo, o que fiz eu de mal? isto se, claro, algo de mal se passou ali...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Nunca saberei, parece que nunca...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;19 de Junho de 2005&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;Zé Miguel&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2005-06-04T00:13:00</issued>
    <title>Melodias</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br&gt;       &lt;/span&gt;Já alguma vez te sentaste? Alguma vez ficaram parados? Parados, ali, com uma ligeira inquietação acompanhada de uma serenidade quase estonteante. Ali estamos nós, as melodias que ecoam pelos nossos ouvidos, melodias de um antigamente, que felizmente, já melhorou. Sons tão bons e harmoniosos, são tão bons!! Sentados estamos, à chinês, que para alguns defeito é, eu pessoalmente gosto... O corpo abana-se suavemente ao som da musica, um agitar ondulado, esta dança eterna, só tu sabes os passos dela. E porque não pára, muda de tom, muda-se de faixa, pois algumas não se gosta. Continua, vem aí, vem aí a próxima. Ha, como sabem bem estes pequenos momentos, a vida é feita de pequenos momentos, acompanhados ou não, são estes os pequenos momentos que..., bem, vocês sabem, sabem com certeza, eu mais não digo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;Zé Miguel&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2005-05-30T16:15:00</issued>
    <title>Naquele carro à espera</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Não inventei os sentimentos, sou, apenas, um peão no seu tabuleiro, apenas...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;    Estranha, estranha é a tristeza que sinto, estranho é este sentimento ambíguo de saudades do passado, de falta de algo que já não tenho ou deixei de ter. Nem os pássaros, nem a sua música me completam, nem as vozes da rádio, sempre monocórdicas... não gosto delas...&lt;br&gt;    Os óculos, que postos estão, impedem-me de ver o mundo em todo o seu esplendor, imitando nas palavras de quem disse primeiro, repetindo mais uma vez, as palavras que já muitos disseram, filtrando as imagens deste mundo real, uso-os porque não aguento a força da realidade, a luz sente-se forte demais para mim, ando de olhos semicerrados, é assim que o vejo, ao mundo, de olhos quase fechados, ou abertos por trás desta cortina!&lt;br&gt;    Invisível sensação de conforto! À espera, estou à espera, à tua espera, à espera de algo, ainda estou à espera disso? Maldita mania de esperar ou deixar à espera!&lt;br&gt;    Não há meios termos, ou tens uma coisa, ou aceitas a outra. Porque a solidão, porque são aqueles pequenos momentos que valem por tudo. Porque choramos nestes momentos??? Porquê sempre esta reacção? A injustiça de também sentir a tua falta.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;Não inventei os sentimentos, sou, apenas, um peão no seu tabuleiro, apenas...&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;Zé Miguel&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2005-05-26T05:50:00</issued>
    <title>Um texto para ti, escrito ao chegar a casa, depois de uma noite maravilhosa</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p&gt;Mas o que é que se consegue escrever a estas horas? são 5h42 acabei de chegar a casa, e o dia, esse maroto, já se está a levantar, cá estou eu, frente ao computador a escrever... Posso apenas te dizer que gosto muito de ti, poderia com toda a certeza explicar porquê, mas talvez quem sabe, pois, pois é, sim gosto de ti =) e sinceramente não há muito mais a dizer! Poderia até explicar o que é sentir amor, ou explicar o meu engano em pensar que o sinto por ti. Pois que nestas coisas não há certezas, como em tantas outras, também o não há!! Mas uma coisa sei, e sei que certa é, é que gosto de ti, como de ninguém. ADORO-TE!!! tu sabes quem és :)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;Zé Miguel&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2005-04-12T18:23:00</issued>
    <title>Senti que te Amo</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;h1 style="MARGIN: 12pt 0cm 3pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; &lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1 style="MARGIN: 12pt 0cm 3pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Senti, disse, escrevi, amei, palavras por ti.&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Vivi, olhei, toquei, senti, por ti, amei!&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Ouvi, cheirei, tocaste-me, reagi, vivi!&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;Chorei, saudade, por ti, senti, que te amo.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 style="MARGIN: 12pt 0cm 3pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 style="MARGIN: 12pt 0cm 3pt" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;Zé Miguel&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt; </content>
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    <issued>2005-03-07T22:07:00</issued>
    <title>Porque quem só vê agora...?</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;E como quem não percebe como as coisas acontecem... Quem não viu como elas eram... Acordado, agora está, nem sempre esteve. Pode apenas ter acordado dentro de um sonho. Acordado, desta vez, com uma chapada, forte e bem dada, ai gritou ele! Mas gostou, gostou, não no sentido masoquista e físico, ha coisas que doem e que sabem bem, estranho é quando isso acontece. Podemos também, estar a falar de uma chapada não verdadeira, uma chapada para acordar cedo e rápido, antes que seja tarde demais. &lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Sem tempo não existe o tarde, sem a tarde só existe a manhã, amanhã é outro dia, e mesmo que igual ao anterior, é outro dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Uma confusão, nesta montanha russa de sentimentos... Não sei quem sou, o que quero tão pouco... Ai pequeno mundo tão repleto de solidão. Vivendo para as alturas e as baixuras... Tudo depende directamente de nós, malditas leis dos humanos! Maldito amor que sinto por ti mesmo sem saber o que é, mesmo sem saber se é, mesmo sem querer saber o que raio é...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Altos e baixos, uns a seguir aos outros, tão chatos os baixos, tão saborosos os altos, é romântico? queria apenas subir a montanha e espreitar o outro lado. Visão bonita, o que é esta coisa que o come por dentro? Que vicio é este? és tu? és mesmo tu? não sei se quero e não sei se não quero...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Estar cansado, cansado de amar, ou sentir que se ama, sentir-se que se é amado. Maldita FISICA! Porque não pode haver uma verdade absoluta??? Porque não posso eu ser dono dessa verdade? Não vou, não posso, não quero viver na eterna incerteza de te querer e não te ter...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Porque... quando o balão sobe... sobe sobe, balão sobe...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;Zé Miguel&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2005-03-06T15:26:00</issued>
    <title>Texto de um dia Anterior</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;        Perante um dia me encontro, adiante o confronto, inevitável por sinal. Inevitável apenas porque ambas as partes pensam desta maneira. Inevitável porque assim alguém o quis, queremos todos? Sim, alguém o quis, o escritor ou o leitor, alguém, de por ventura, tantas almas, não caridosa, porque dos homens essa sensação não se pede. Não me perderei na história, o Homem, sozinho, frente ao dia, após acordar, sentindo a constante investida  do tempo, tão fiel soldado do dia, que por ele batalha. Ou estarei eu a ver os papeis invertidos? Não, tens razão, não interessa. O guerreiro destemido avança, sempre sem parar, pois afinal, é do Homem que ele nasceu, foi com ele que cresceu, e como sempre, como em tantas passagens, contadas de pais a filhos, de filhos a netos, o filho mata o pai, ultima vingança, vingança ultima, vingança final por o ter trazido ao Mundo. &lt;br&gt;        Mas então, tem o tempo necessidade de matar o seu pai ao serviço do dia? Não terá certamente este conto uma lógica bem definida, ela pura, pura e simplesmente, não existe...&lt;br&gt;       Voltando ao que interessa, o tempo que o Homem inventou, acaba por o matar. Sucumbe, e com ele, acaba o tempo, pois este não vive sem o seu criador para o observar. Tratar-se-á portanto de suicídio? Pois bem, o Homem, sim enfrenta, ó por fim, o dia que corre no mundo à volta. Pára em frente à janela. Seus olhos desfolham a paisagem com a calma e paciência de quem muito sabe, e por muito mais passou.&lt;br&gt;       Água, o som liberta-se pelo ar, da sua boca saiu, pelos olhos entrou. Água, chuva, nevoeiro, mau tempo? Talvez, água? pois claro, disso não temos por certo duvida nenhuma.&lt;br&gt;       Nem a lanterna gigante se vê, diz ele, pacientemente à espera que algo ali mudasse, como um Deus, vendo as suas ordens lentamente a serem cumpridas. Ele sabe, com uma inexplicável certeza, que o tempo ficará melhor. Tudo dependente da sua espera, da sua paciência, de si próprio tudo depende, o que na sua realidade depende de todos. &lt;br&gt;       Sem mais que fazer, sentado frente ao vidro, olho na rua, olho no papel, caneta na mão, companheira eterna, tinta no papel, homem na cadeira, musica no ar, musica nos ouvidos, melodiosa, com o ruído à mistura, a água, com o barulho canta.&lt;br&gt;       Escrevo... como quem nada mais tem que fazer, é mentira, uma verdadeira mentira, ou mentira verdadeira...&lt;br&gt;       escrevo&lt;br&gt;       a única verdadeira,&lt;br&gt;       Verdade.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br&gt;Zé Miguel&lt;br&gt;&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2005-03-02T20:06:00</issued>
    <title>Comboio Lento</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;     Apanhei um lento, tantos lhe chamam, ao comboio que pára em todos os passadiços. Ninguém gosta deles, ninguém quem? Todas as estas pessoas pois claro... Só andando se vê, eu ando, estou aqui e vejo todas estas vidas à minha volta, cada uma com um propósito bem definido. Não, não é definido aos meus olhos, não sou um deus, mas alguém vê com certeza, afinal de contas, tudo acontece por algum motivo, por algum razão tudo acontece. Todos gostamos de ir junto à janela, todos gostamos de não ir com desconhecidos ao lado. Esse mundo que temos à nossa volta, esse mundo humano, todos tentamos fugir-lhe, todos olhamos para fora, fingimos que nada tem a ver connosco, mas essas pessoas também somos nós! Porque fugimos de nós próprios? Fingindo ter sempre algo importante que fazer, afastamo-nos de nos, porque não falamos com a nossa imagem no espelho?&lt;br&gt;     Eu olho para fora porque a imagem que vejo é mais bonita, para dentro vou olhando, é bom termos consciência do que somos...&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;Zé Miguel&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2005-02-24T23:54:00</issued>
    <title>Nascido ao Mundo</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;br&gt;       É estranho... aquele homem fechado num quarto, fechado sobre si próprio, com medo do mundo. Foge o mais longe que pode sempre que alguém abre a porta e espreita para dentro a ver se alguém ali vive. Há, há um toque de humanismo em tudo aquilo. Há uma luz ao fundo do túnel, há uns olhos que espreitam do fundo da escuridão. Atentos e medrosos olham com inveja aquilo que querem ser, que querem ter, saber, viver. MAS ELE, o medo, a incerteza do desconhecido... Meio animal, meio humano, nos sentidos opostos dos que deviam ser, inteligente, mas limitado, presente e inibidor.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;       Fugiu um dia, fugiu, da gaiola da mente humana, das grades do medo, pela porta dos sentimentos... Deixou-a aberta, a todos... inexperiente, quis tudo, queria todos, queria o mundo, tão grande e tão pequeno, tão fechado sobre si próprio. Sociedade autista, também ela uma jaula imensa prendendo-nos todos dentro de si! É um jogo, com regras, todas elas não bem definidas... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;O manual? Onde está o manual? Pergunta ele, perdido na multidão. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;O manual somos nós responde uma voz.&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Georgia"&gt;Zé Miguel&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt; </content>
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    <issued>2005-02-14T22:43:00</issued>
    <title>O Desencanto</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p class="MsoNormal" dir="ltr" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;              Ele é o senhor que faz as perguntas às pessoas que não têm as respostas. Porquê? Onde? Como? Assim? Porque me fazes isto a mim?... A minha voz cala-se aos poucos. Os textos que te escrevo não os escrevi para ti, os sentimentos que sinto, já não os sinto por ti. Há uma magoa, há um ressentimento, por aquela, essa mesma, a felicidade perdida... sinto, no fundo, no sitio que alguém um dia chamou de coração, sinto que te perdi, ou que tu me perdeste, ou que nos perdemos num caminho sinuoso, se calhar, só se calhar, nunca te tive. Mas sinto, Sinto que te amei como a nunca ninguém, como nunca me amaste a mim... Estes sonhos, meus são, meus foram, estão perdidos.&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Não sinto o que devia, apenas pena, tristeza, por não poder ser o que te prometi, fazer o que te disse, cumprir a palavra.&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Mal, estou mal, mal contigo, mas finjo que está bem, engano-me a mim e aos meus sentimentos.&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Olho-te nos olhos, olho-te nos olhos de uma foto, olho profundamente, não tenho palavras para te dar, escorrem-me lagrimas pela cara.&lt;br&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Quase, quase que te consigo tocar, quase sinto o teu olhar, quase cheiro o teu perfume, como uma presença verdadeira, mas já não é o mesmo... não é o mesmo... Aquele foi para nós! O ultimo beijo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="right"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;Zé Miguel&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2005-02-14T01:03:00</issued>
    <title>E se pensar em ti? ou em ti?</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> Olhos postos no céu, olhando para cima, castanhos os olhos, branco o céu, feito de betão, neste quarto. Deitado, olho para cima, posição não importa e roupas muito menos. A luz que escorre pelas percianas salpicando o quarto todo. E a música, companheira de sempre, sempre lá, romântica desta vez... vai impregnando o corpo de saudade e nostalgia. Os olhos fecham-se, o corpo solta-se, não faz força, rendido, enquanto a alma sai lentamente para outro mundo, quem sabe, dos sonhos talvez... Uma mão passeia suavemente pela cara, os dedos que tocam nos lábios, promessa de beijo, promessa... promessa, por cumprir? </content>
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    <issued>2005-02-13T23:41:00</issued>
    <title>Olhares</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;Envergonhado por ser quem era, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;tímida atmosfera, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;só aqueles olhos soltos da prisão, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;da imobilidade do coração. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;Pois que avança, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;pois que recua, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;o seu olhar na multidão, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;apenas esse mesmo livre, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;de tamanha solidão. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;Livre és de olhar no que não tocas, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;de cheirar o que não provas, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;livre de ouvir o que não tens. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;Mas o que sente ele então, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;no meio da gente na multidão, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;por aquela pessoa de tão misterioso olhar, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;gosta ela de o passear. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;O passo deu com tanto encanto, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;só soube ele, custou tanto... &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;É uma história bem contada? &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;quem sabe a hora é madrugada. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;Se algo mais assim deixei, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;deixei assim, por assim dizer, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;um outro dia te contarei, &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;prometo agora, prometo eu sei. &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;Sentido não fiz em tanta palavra?, culpo o sono, a ele o culpo...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: #333333; FONT-FAMILY: Arial"&gt;Zé Miguel&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2005-01-17T15:13:00</issued>
    <title>1 pouco de algo que te dei</title>
    <published>2006-07-04T23:15:03Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:03Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font color="#666666"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;No campo das palavras, as letras misturam-se.&lt;br&gt;Os Sentimentos diluem-se, nas frases que,&lt;br&gt;O poeta Acesamente proclama!&lt;br&gt;Verdade serão... Mentira talvez...&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: #666666; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font color="#666666"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Só tu saberás a resposta,&lt;br&gt;a uma pergunta,&lt;br&gt;essa,&lt;br&gt;Que ninguém pôs.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: #666666; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font color="#666666"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Ninguém?&lt;br&gt;Lugar estranho,&lt;br&gt;Que não existe,&lt;br&gt;Nos sonhos de amanhã...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 8.5pt; COLOR: #666666; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font color="#666666"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Acordas,&lt;br&gt;vez e sabes,&lt;br&gt;é ele! é ele!&lt;br&gt;O amor??&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; </content>
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    <issued>2004-12-05T00:17:00</issued>
    <title>Memórias de um mundo real.</title>
    <published>2006-07-04T23:15:04Z</published>
    <updated>2006-07-04T23:15:04Z</updated>
    <content type="html"> &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Tomamos decisões na vida, umas atrás de outras, as coisas passam por nós e nós passamos por essas mesmas coisas, sem ver o que interessa, na maior parte das vezes nem vemos as que não interessam... Aos iluminados que conseguem ver, parabéns! Só que na vida, melhor mesmo é viver na ignorância, não ter medo do que não se sabe que vem, não ter medo do punhal, nem da glória, viver despreocupado até ao tal dia, o tal, esse mesmo, o tal.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;A vida, bem, há muitas formas de descrever a vida, eu? Eu digo que a vida é um não parar de linhas de não retorno, pontos de passagem sem volta atrás, condicionantes da vida, marcantes, ferram a aço quente na nossa mente! Bons ou maus? Bem....&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Numa tarde, uma, como tantas outras foi, como tantas outras será, como alguém quis que fosse, comido o almoço, comida a comida, com algum agrado, soube bem, bem comido bem dormido, dormir fui...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Acordei estremunhado, o corpo não se quer mexer, quero dormir mais, só mais um bocadinho...!! O relógio indica as horas que passaram, três já foram, agora esta estranha agonia que me invade. O sono, às vezes malvado, não nos dá hipótese de escolha, impõe-nos o seu reinado! Escolho dormir, mais um pouco, será o ultimo pedaço das próximas horas...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;ACORDA, ACORDA!!!! &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Acordei... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;tá frio, sinto frio&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;um casaco, umas meias, uns sapatos, algo mais, também oportuno&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Encaminho-me para o sitio mais obvio, já são horas de comer, essas malditas fogem de mim, passam, passam, foram passando. A comida está na mesa. Sopinha na mesa, sopinha no estômago.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Depois o prato principal, olhei, provei, mas não consigo comer, tento tento, mas não consigo comer, o que se passa? Sinto-me agoniado, uma sonolência incrível... má disposição, mas acima de tudo, muito sono! Só passou meia hora, e estou cheio de sono. Deito-me, na cama, sem saber bem o que se passa, não interessa, mais uma vez a doença a fazer das suas... é normal, umas dores, com o sono tudo passa, sempre passou, todas as dores, todas elas, todas as que há.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Meia noite, uma hora, duas horas, três horas, quatro horas. DORES, mais dores, aumentam, estou com a barriga quase a explodir, estas dores que não param, mas o que se passa? Mais dores e mais sono, mas não consigo dormir. Já toda a gente dorme em casa, vou para a casa de banho, não quero acordar ninguém, silenciosamente, vejo me no espelho, após ligada a luz. Estou pálido e com olheiras, que mau aspecto. Agua fresca passo no rosto, esfrego a ver se espevito. As dores parecem ter parado, já me sinto melhor, foi só um mal entendido. Volto para a cama, no fechar das luzes, tapo-me com os lençóis. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;ACORDEI DE NOVO!!! Porquê as dores? PORQUÊ?????? ARRRRRGGGGGHHHH, solto um grito mudo na escuridão, estou mal disposto, a soar com frio, os lençóis ensopados, agora calor, frio depois... estou a tremer, e as dores? Porque não passam? PORQUÊ???&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Sinto a faca a passar na barriga, não há cortes, nem sangue, mas a dor é bem real.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;A correr, para a casa de banho, vomito, outra vez, e porque não outra? As dores parecem parar após cada ida...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Acabei por acordar os pais, e os vizinhos também, que no dia seguinte nos vão olhar com um ar deveras desconfiado. Maldita vida, pensava que tinha uma indigestão, mas estou errado... já passaram 4 horas, os analgésicos vomitei, a agua também, e o sumo não quis ser uma excepção à regra...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Estou a entrar em pânico, PORQUE NÃO PARAM? Estas malditas dores, entramos em delírio a pouco e pouco, pela desidratação, pelas dores, pela injustiça da vida... A agonia torna-se algo constante, com os suores frios, ter calor e tremer ao mesmo tempo. Já me pus em todas as posições possíveis, já bati na barriga, já a espremi com toda a força que resta ao meu corpo. Meu DEUS, não acredito em ti, mas posso mudar de opinião, faz-me parar o sofrimento que tenho! Que mal eu te fiz? Eu faço promessas, estúpidas talvez, o desespero tomou conta de mim, por favor para! PARA!!! Estou em agonia...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os meus pais? Coitados, não sabem o que fazer... Como pode deus existir e fazer alguém sofrer desta maneira? Mas que sadismo é este da tua parte? Começo a chorar, como uma criança sem brinquedo, peço misericórdia, para para para! Isto assim não, por favor, sim, fiz mal a algumas pessoas, peço desculpa, peço o perdão, porque não mo dás? Uma procissão passa lá fora, eu não a vi, foi a minha mãe que a descreveu... ia a santa, e as pessoas, mais as velas, mas para que me interessa isso? ESTOU A SOFRER!!!!, e é isto que tenho em troca, como posso acreditar em ti, se elas não passam? &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os vómitos agora, são de agua amarela, bílis, não sei o quê, estou no ponto em que já nada interessa... São 12h e ainda não passou, não bebi nada, dói-me a garganta de regurgitar, dói-me a barriga, estou a desfalecer.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Vou para o carro, enjoado, já a cambalear... estou mal, tenho noção disso, não entro na maquina das rodas sem voltar a soltar o tal amarelo... Sinto-me em, a serio mãe, sinto-me bem, agora estou bem, será que passou?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Passamos pela auto-estrada, passamos por Lisboa, estamos no centro, hospital dos capuchos... porque demoramos tanto tempo pergunto, porque, começo a ficar pálido. Deixei de sentir os pés&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Deixei de sentir as mãos&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Está tudo a ficar dormente, as dores, elas de novo, mãe, acho que vou desmaiar... mãe, não me sinto bem... O pânico instalado já não é só meu, eu estou em estado de choque, já não importa, quero desmaiar, quero deixar de ter dores... estou branco, como a CAL, essa que alguém um dia se lembrou de inventar.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;CHEGAMOS!!! Estou tonto, não me consigo por em pé sem cair, mãe, agarro-me a ti, desta vez literalmente, tu, sempre, todas as vezes, a minha tábua de salvação...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Da sala à maca, maca soro, tenho ainda tempo para vomitar o estranho misterioso liquido amarelo, soro analgésico forte, sem dores, mais calmo, deixo-me dormir, não sem antes, libertar uma lagrima, sabe deus, é, esse mesmo, com que significado foi...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Quando acordo, sinto-me mais ou menos bem. Principio de pancreatite? Os meus pais? Onde estão? Saíram? Onde foram? Estou sozinho, com o meu telemóvel... tenho mensagem, foram a casa... Estou internado, mas penso mais na chatice que está a ser para eles. Coitados.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O médico diz, eles sempre dizem, eles pensam, usam a cabeça, às vezes. É simpático, admito que gosto dele, boa pessoa, pelo menos aparentemente...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Durmo mais um pouco&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O tempo passou a correr, já são 5h da tarde&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Os meus pais chegaram.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aparecem com maca para mim, outra, esta de ambulância, metem-me lá dentro, entro na dita, olho, a minha mãe está em frente a olhar para mim, sinto que é a despedida, fico choroso, não estou nervoso, não estou triste, apenas saí a lagrima, não, NÃO, não deixo sair, ao pé do homem da maca não, um gajo bacano por sinal, como o médico? Parece-me mais honesto, manifestamente... menos preocupações certamente.... entre homens n se chora... &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Vejo as coisas a passar lá fora, telhados, arvores, palmeiras, o céu azul&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;pintado de nuvens brancas. Cheguei, a maca segue, numa sala fazem-me um TAC, não interessam os pormenores sobre quem lá estava dentro, o que interessa? Estou ali no meio de uma maquina a pensar, é desta, é desta que vou morrer, uma mensagem mandada a todos os conhecidos, um adeus, imagino toda a gente no adeus... não vou deixar que seja por sofrimento que morro, mato-me primeiro penso, janela? Faca? Porque não tenho eu uma pistola? Sempre foi, e talvez sempre será, a forma mais simples, dói menos, espirra 1 pouco, podia ser pior. As lagrimas tentam escorrer, como o nero disse, tanto talento desperdiçado... mas que estúpido!! Qual talento??? QUAL??? O que podias ter mas que nunca usas? Seu burro... agora é tarde!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Maca ambulância&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ambulância hospital&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Hospital outra maca&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;dormir&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;tempo que passa&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;O médico aparece, tem os papeis, analises, TAC, palpites...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Estou bem, sinto-me bem, agora, e só agora, já não estou branco, sinto-me vivo, preso ao soro, chato soro, bebida da vida... bebida das veias...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Então, mas o que se passou??? Não sabe... palpite familiar: principio de pancreatite, contra indicações do medicamento... MORRE da cura o DOENTE. Não interessa na verdade, alguém ganha sempre, nem que seja com a nossa morte...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Voltei para casa, para nunca mais ter estas dores, pelo menos, até ao presente dia... A dor que ficou foi a do cateter do soro, o que salva também, mas que mundo é este?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;Zé Miguel&lt;/p&gt; </content>
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